terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ela andava ansiosa de um lado para o outro de sua suíte de hotel. Respirava fundo e tentava controlar as mãos que insistiam em tremer e soar frio. Nunca antes havia se sentido assim, nunca. Sempre tão confiante de si, sempre tão certa de estar arrasando, de ser o centro das atenções. Mas naquele momento, ela não sabia de nada. Só sabia que precisava estar linda e radiante diante dos flashes e sabia também que precisava da aprovação dele.
Sim, porque para ela tinha se tornado muito importante agradá-lo. Não que ela fosse mudar seu jeito de ser por causa dele. Isso nunca. Mas gostava de saber o que ele achava, se ele a aprovava. Estava perdida em seus devaneios quando o telefone tocou. Era ele, avisando que estava a espera dela no hall do hotel.
Pegou sua bolsa, deu uma última olhada no espelho e saiu. Entrou no elevador, o coração batendo acelerado. Quando as portas do elevador finalmente se abriram ao chegar ao hall e ela o avistou, soube, pelo olhar dele, que tudo ficaria bem. E quando ele a beijou suavemente e lhe ofereceu o braço, sua respiração voltou ao normal e ela soube que aquela era a sua noite.

Nenhum comentário:

Postar um comentário