terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ligação urgente

- Fala, Geninho.
- Chuck, preciso urgente de você!!! Onde você se meteu? – ela respirou fundo – Não precisa nem responder que já sei que você está na casa do Kellan.
- Por que você precisa tanto de mim?
- Chace vai me fazer uma surpresa, me mandou preparar uma mala com roupas e biquínis porque vai me levar pra só Deus sabe onde e eu não sei o que levar!!
- Credo, Allayne. Nem parece que te conheço! Pega qualquer coisa, vocês provavelmente vão passar a maior parte do tempo nus mesmo – Kássia não conseguiu evitar um sorriso malicioso.
- Odeio quando preciso de você e sou ignorada completamente.
- Vou desligar. Tenho coisas mais importantes para fazer e você deveria estar separando sua melhor lingerie e comprando camisinhas. Beijos. Te amo, Ally.
E sem dizer mais nada, desligou. Quando se virou para Kellan, viu que ele estava rindo.
- Vocês duas são uma comédia, sabia?
- Sabia – ela disse passando a mão no cabelo dele
- Pelo visto ela e o Chace vão viver fortes emoções – ele começou a rir sozinho do próprio comentário
- O que foi, hein? Até parece que não viveu fortes emoções recentemente – ela brincou.
- É verdade. Mas eu gostaria de me emocionar de novo, sabe? – ele mordeu o próprio lábio para ilustrar o que queria dizer.
- Huuum – ela ficou de joelhos na cama – deixa eu pensar no seu caso...
- Pensa com carinho? – ele perguntou, já começando a gostar da situação
Kássia desamarrou o cordão do roupão e o soltou, revelando parte de seu corpo nu sobre a única peça.
Kellan riu pervertido e cantou para ela, cheio de sotaque:
- Assim você me mata, ai se eu te pego, ai ai, se eu te pego!
No segundo seguinte os dois já estavam atracados na cama dele.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Apartamento de Kellan Lutz

Kássia saiu do banho usando o roupão de Kellan, que a aguardava sentado na cama só de boxers. Os dois já tinham desfrutado de um excelente café da manhã juntos e agora estavam ali, conversando e se curtindo um pouco.
Ela sentou-se ao lado dele e disse:
- Adoro ficar assim sem fazer nada, sabia?
Kellan apenas sorriu, fazendo carinho na perna dela.
- E eu adoro ficar assim, do seu lado.
Kássia se derretia por dentro toda a vez que ele começava a falar aquelas coisas. Sentia em seu íntimo que a cada momento que passavam juntos, ela se apaixonava mais um pouco por aquele cara lindo e sensível que tinha caído de paraquedas em sua vida. Nunca antes tinha se sentido daquela maneira, nunca tinha se sentido como uma adolescente prestes a dar o primeiro beijo toda vez que um homem a tocava. Sempre fora dona de si, a chefe de seus namoros, sempre mantivera os homens a seus pés, fazendo o que bem entendesse com eles, sem se preocupar com nada. Sem desejar que eles sempre estivessem ali, junto a ela. Mas com Kellan era diferente, porque tudo o que ela mais queria era poder vê-lo todos os dias pelo resto da sua vida, dormir sentindo o calor de seu corpo e acordar com sua voz rouca. Tudo o que ela queria era ele. Por que, sim, ela estava amando pela primeira vez na vida, só não sabia disso ainda.
 A morena ainda divagava quando foi chamada de volta a realidade pelo toque de seu celular vindo de algum lugar do quarto.
Começou a procurar por ele, até encontra-lo nas mãos de Kellan, que ria da cara da “namorada”.
- Me dá logo isso aqui! – ela disse, subindo em cima dele para pegar o celular.
Celular da Baby
- Só vou deixar você atender porque é  a Ally – disse, entregando-lhe o aparelho.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

“Calling all the monsters, calling out, calling out, calling all the monsters...”.
Allayne acordou assustada e ainda de olhos fechados começou a tatear pelo criado mudo atrás de seu celular. Quem estaria ligando de madrugada? Depois de tatear às cegas por alguns segundos, finalmente encontrou o aparelho e atendeu sem nem olhar quem era:
- Alô?
- Srta. Von Gothard? – uma voz masculina séria e áspera indagou do outro lado da linha.
- Sim?
- Aqui quem fala é Kevin Smith, da Smithers&Sons, editora que publica seus livros aqui nos Estados Unidos.
- Certo, sr. Smith, a que devo a honra de sua ligação?
- Nós gostaríamos de saber se a haveria disponibilidade  de horários para que possamos realizar cerca de 5 sessões de autógrafos com a Srta., em diferentes filiais de uma rede de livrarias, em várias cidades do país. Nós estamos cientes de seu envolvimento na produção da adaptação cinematográfica da obra, mas ficaríamos muito felizes se a Srta. Encontrasse uma brecha em sua programação.
Agora completamente acordada e finalmente percebendo o sol de rachar do lado de fora, Allayne perguntou, tentando conter a euforia diante da notícia:
- Quais seriam essas 5 cidades?
- Los Angeles, New York, Washington, Miami  e San Francisco.
- Certo, sr. Smith. Eu preciso verificar com o estúdio e assim que eu obtiver as datas em que poderei  viajar, eu lhe informo, ok?
Assim que desligou o telefone, Allayne não conseguiu mais conter a felicidade e soltou um gritinho excitado. Chace, que dormia pesadamente ao seu lado, sentou-se assustado na cama, gritando ainda meio zonzo:
- CADÊ O FOGO???
Ally não pode conter o riso. Mas tratou de se controlar e sorrir para Chace
- Calma, eu não quis te acordar. Mas é que aconteceu uma coisa maravilhosa comigo e ...
- Que coisa? – ele perguntou, esfregando os olhos.
Ela contou a ele tudo o que tinha acontecido e Chace ficou realmente feliz, a beijando e a abraçando.
- Nós deveríamos comemorar.
- Por que não? – ela perguntou empolgadíssima.
- Tenho uma ideia. Acho que você vai gostar.
- Ah é? Me conta ?? – ela fez beicinho
- Não. Será surpresa.
Chace se levantou da cama e começou a calçar os sapatos. Tinham adormecido juntos na noite passada. O pote de sorvete vazio caído no chão e ele vestia apenas as calças jeans. Assim que terminou de se calçar, ele vestiu a camiseta e disse:
- Vou em casa providenciar as coisas. Volto em uma hora para te buscar, portanto arrume suas coisas: roupas e biquínis, por favor.
- Biquínis? – ela perguntou, desconfiada.
- Relaxa e confia em mim, ok? – ele sorriu e roubou um selinho dela. – Já volto
E dizendo isso foi embora.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O filme acabou e Kássia e Kellan iriam seguir para a festa de lançamento. Os dois aguardavam que o manobrista trouxesse o carro dele em silêncio, de mãos dadas.Estava fazendo um friozinho agradável, por isso Kellan puxou a morena mais para perto, a fim de esquentá-la.
- Ansiosa pela festa?
- Se eu dissesse que não, estaria mentindo, mas estou muito mais tranquila depois da sua declaração à imprensa.
- Eu só fiz o que devia ser feito. Não queria que ninguém tivesse uma imagem errada de você.
Kássia sorriu e lhe deu um suave beijo nos lábios, enquanto o vento despenteava seus cabelos.
O carro chegou e o manobrista entregou as chaves na mão de Kellan, que depois de assegurar que a acompanhante estava devidamente acomodada, entrou no carro e deu a partida.
- São apenas 5 minutos até o local da festa. Acho que será bom pra você, terá a oportunidade de conhecer muitas pessoas do nosso meio.
- Queria que a Ally e o Chace também tivessem vindo. Ela iria adorar. Mas por um lado, não sei se ela está pronta para assumir o affair com seu amigo.
- Pare de se preocupar com sua amiga só um pouco- ele pousou a mão na coxa dela – e aproveite a sua noite.
E assim ela o fez. Na festa, conheceu vários atores, diretores, produtores, roteiristas... brilhou feito uma joia e todos repararam em sua beleza estonteante. Kellan, por sua vez, foi um verdadeiro cavalheiro e deixou-se ofuscar pelo brilho de sua bela acompanhante. Em nenhum momento ele tentou chamar a atenção ou impedi-la de brilhar.  Todos a adoraram. Jovem, bela, rica, educada... encantou a todos com sua conversa simples e fluida, com seu charme e seu sorriso. Foi simpática com todos, homens e mulheres, despertou desejo no sexo masculino e inveja no feminino. Com certeza, foi o nome da noite, e as pessoas ainda falariam dela por toda a semana seguinte.
E quando foram embora, Kellan a levou para sua casa, onde fizeram amor sem pressa, com desejo e muita paixão. 
Já Allayne estava tendo uma noite bem diferente da amiga. Deitada em sua cama confortável no hotel, ela assistia a Doutor Jivago, um clássico do cinema, ainda em preto e branco e devorava um pote de 2 litros de sorvete de creme. Se sua nutricionista a visse naquele momento!
Estava entretida com o filme quando seu celular começou a tocar:
Celular da Allayne
“Calling all the monsters, calling out, calling out, calling all the monsters...”
Deu pause no filme e atendeu a ligação. Era sua mãe. Como sempre, estava preocupada com o filho, Leonardo, que continuava a aprontar das suas. Tinha acabado de destruir a moto nova que tinha ganhado de aniversário. Allayne tranquilizou a mãe, contou um pouco sobre as filmagens do filme e desligou no exato momento em que alguém chamava à porta.
Cheia de preguiça e de pijama, ela foi atender.
- Chace? – ela saudou confusa. – A que devo a honra?
- Estava com saudades – ele sorriu e quando a beijou, Allayne sentiu seu hálito: vodca pura
- Você andou bebendo? – ela perguntou, erguendo uma sobrancelha e pondo as mãos na cintura em um gesto de censura.
- Tomei um drink com um velho amigo antes de vir para cá, mas foi só um, juro.
Allayne relaxou e o puxou para dentro através do colarinho da camisa.
- Você sempre aparece de surpresa?
- Você sempre dorme com esse pijama?
- Tenho outros guardados – ela riu – Eu estava assistindo Doutor Jivago
- E tomando sorvete. Que coisa mais depressiva, Allayne – ele comentou bem humorado.
Ela se jogou na cama e agarrou seu pote de sorvete, fazendo bico.
Chace ficou a olhando e rindo até que se sentou na beira da cama e disse:
- Tenho uma proposta a te fazer.
- Estou ouvindo.
- Que tal se nós passássemos a noite conversando e nos conhecendo melhor?
Ally não disse nada, então ele prosseguiu:
- Sabe, a gente fica junto e tal... mas na verdade eu sei muito pouco sobre você, não acha? E você também não sabe nada de mim...
- Certo – ela se aprumou na cama – Eu falo algo sobre mim e você fala algo sobre você, ok?
- Meu aniversário é dia 18 de julho.
- O meu é 16 de junho.
- A única pessoa que me chama de Christopher é minha mãe.
- Quem me apelidou de Ally foi meu melhor amigo de infância, o nome dele é Danilo e nós fomos vizinhos desde que eu me lembro até nós sairmos da casa dos nossos pais.
- Meu melhor amigo de infância era o Tim, mas ele foi morar na Rússia. Conheci o Kellan fazem uns 2 anos, mas parece que fazem 10 anos...
- Só conheci a Kássia na 7ª série, acredita? Nem parece...
- Com isso eu tenho que concordar...
Os dois passaram horas conversando sobre a suas vidas, contando histórias engraçadas, tomando sorvete e trocando carinhos, sem nem perceber o tempo passar.